18.11.09

poema parasita 2

No setembro
tem chuvas.
Nas chuvas
brotam cigarras.

por sua vez,
cigarros
, nas chuvas,
desbotam,
impotentes.


Cigarras
cigarilham
estridentes
dentro
dos meus
orifícios.


e, nos meus,
flutuantes,
cigarros aniquilam
dentifrícios.


ci ga rra | ci ga rra


e..s...f...u..m...a..ç..a...

Nome, som
incrustantes.

nome, som
deteriorantes.


* os versos em vermelho são da poeta Raquel Beatriz, do blog: Desacanhamento poético

Um comentário:

Raquel Beatriz disse...

ai henrique que lindo...

nossa obrigada, adorei isso de parasitar...


ficou muito legal!

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