o poema surge
não, não...
o poema nasce
não, não...
o poema, pra falar a verdade,
espuma
pelo canto da boca
à medida que a vida
escorre
pela ponta da língua.
4.3.13
18.2.13
condição da poesia
o poema surge porque existe relação:
a palavra isolada
não faz poesia -
como a letrinha
sozinha
não faz a sopa
é preciso sempre
o outro da palavra
aquele a quem ela
se dirige
ora com amor
ora com indiferença
ora com uma
cafungada gostosa
o poema acontece
no ambiente da palavra
ele se movimenta
de uma palavra a outra
mesmo que seja
(a outra)
sujeito indefinido
mercado futuro
ou pai ausente.
a palavra isolada
não faz poesia -
como a letrinha
sozinha
não faz a sopa
é preciso sempre
o outro da palavra
aquele a quem ela
se dirige
ora com amor
ora com indiferença
ora com uma
cafungada gostosa
o poema acontece
no ambiente da palavra
ele se movimenta
de uma palavra a outra
mesmo que seja
(a outra)
sujeito indefinido
mercado futuro
ou pai ausente.
1.2.13
10.1.13
4.1.13
20.11.12
ode à boca fechada
eu digo muito pouco com as palavras.
dizer mesmo
é com os vazios:
poesia é algo de vento
plenitude de ausências
onde sombras irradiam
e os i-Pods podem.
dizer mesmo
hoje em dia
é desnecessário...
e,
cá entre nós,
chatice pura.
(para Marcos Almeida)
dizer mesmo
é com os vazios:
poesia é algo de vento
plenitude de ausências
onde sombras irradiam
e os i-Pods podem.
dizer mesmo
hoje em dia
é desnecessário...
e,
cá entre nós,
chatice pura.
(para Marcos Almeida)
5.11.12
associações
em muitos momentos
me lembro do
Itamar.
geralmente
uma risada boa
me vem à
memória
e um riso contido
à boca.
me lembro do
Itamar.
geralmente
uma risada boa
me vem à
memória
e um riso contido
à boca.
11.10.12
autoconsciência
sou ínfimo
entre minhas
peles -
como um comentário entre parênteses
ou um comprimido para a dor de cabeça.
ou um fusca.
vivo em redução
ante o assombro
da existência.
e é em meu caminhar subtrativo
que desapego de mim:
esfregando-me em pontudas pedras
deixando-me cair de mim.
deleto-me.
olho o preciso espelho de Suas palavras:
ali a humanidade perdida
em Jesus recuperada.
autor: João da Pena*.
*observação: João da Pena sou eu mesmo.
entre minhas
peles -
como um comentário entre parênteses
ou um comprimido para a dor de cabeça.
ou um fusca.
vivo em redução
ante o assombro
da existência.
e é em meu caminhar subtrativo
que desapego de mim:
esfregando-me em pontudas pedras
deixando-me cair de mim.
deleto-me.
olho o preciso espelho de Suas palavras:
ali a humanidade perdida
em Jesus recuperada.
autor: João da Pena*.
*observação: João da Pena sou eu mesmo.
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