no julgamento das palavras
quem bate o martelo
é o ponto-final.
não há espaço para reticências
ou travessões...
de testemunhas, e vírgulas,
estamos fartos e o júri !exclama:
- ?onde
sabe-se lá qual gramática ou retórica
esta dos pontos em que estamos
t o n t os
em
inquérito
(im)perfeito
9.9.10
simplicidade
existir:
como
resistir
ao escorrer
de si?
o suor diário nos enfim colocará em posição de salgar a terra - do pó ao pó; de pé à pá.
e no alfabeto da vida formularemos questões e questões e questões e questões e questões e questões e questões e questões e questões e questões e ...
para a mesma resposta.
questões descabidas para a mesma justa resposta.
existir
como
coexistir
comunicar
como
unicar
Elevocêeu.
existir como
queimar-se
em
sacrifício
vivo.
como
resistir
ao escorrer
de si?
o suor diário nos enfim colocará em posição de salgar a terra - do pó ao pó; de pé à pá.
e no alfabeto da vida formularemos questões e questões e questões e questões e questões e questões e questões e questões e questões e questões e ...
para a mesma resposta.
questões descabidas para a mesma justa resposta.
existir
como
coexistir
comunicar
como
unicar
Elevocêeu.
existir como
queimar-se
em
sacrifício
vivo.
19.8.10
física
o corpo
se arrasta
sobre o
corpo do
planeta
se arrasta
sobre o
corpo do
vazio
se arrasta
sobre
?
o
vazio
se arrasta,
e é sobra -
insondável vaga
se arrasta
sobre o
corpo do
planeta
se arrasta
sobre o
corpo do
vazio
se arrasta
sobre
?
o
vazio
se arrasta,
e é sobra -
insondável vaga
26.7.10
metanóia
uma
brisa de vida
ergue-me
em pó
e a cada respiração
me desenlaço
- em pé -
da sepultura
este corpo denso
esvai-se
, ventando,
dia a dia
brisa de vida
ergue-me
em pó
e a cada respiração
me desenlaço
- em pé -
da sepultura
este corpo denso
esvai-se
, ventando,
dia a dia
3.7.10
descendência
a criação
possui
suave
cheiro Divino
e nós
(inebriados
com o êxtase
que somos)
entup'mos
n'ssas
n'darinas
possui
suave
cheiro Divino
e nós
(inebriados
com o êxtase
que somos)
entup'mos
n'ssas
n'darinas
14.6.10
a mangueira
... é a boca.
a água é
a língua.
e, boca-a-boca,
a cobra - d'água -
desencana-se de
tubo.
só-liquificando
placa
deitada ao
solo:
água-forte.
a água é
a língua.
e, boca-a-boca,
a cobra - d'água -
desencana-se de
tubo.
só-liquificando
placa
deitada ao
solo:
água-forte.
27.4.10
estopim
... o estopim de tudo
das dilacerações
das uniões
dos paradoxos
é o poema?
ou somos nós
arrastando-nos
na relva diária
correndo do leão
diário do medo diário
à luz do dia à luz da noite sob
nossas
sombras?
das dilacerações
das uniões
dos paradoxos
é o poema?
ou somos nós
arrastando-nos
na relva diária
correndo do leão
diário do medo diário
à luz do dia à luz da noite sob
nossas
sombras?
19.4.10
dia do índio
dia das mães
das crianças
da consciência negra
da mulher...
o calendário
como divã
sociológico.
das crianças
da consciência negra
da mulher...
o calendário
como divã
sociológico.
15.4.10
existência
não sei se me vi vindo feito vidro ou vão
sei apenas isto:
eu m'olhando através
como n'um passo
túnel adentro
ou
sobre ponte
andando lento
...
...
cruamente o
fato simples era
eu -
sendo-me
sei apenas isto:
eu m'olhando através
como n'um passo
túnel adentro
ou
sobre ponte
andando lento
...
...
cruamente o
fato simples era
eu -
sendo-me
Assinar:
Postagens (Atom)